Economia da Atenção, você sabe o que significa?

De 6 de junho de 2017Uncategorized
economia da atenção

O economista Herbert Simon (1916-2001) foi o primeiro a descrever o fenômeno da economia da atenção, ainda sem esse nome, na década de 1970: “A riqueza de informação cria pobreza de atenção, e com ela a necessidade de alocar a atenção de maneira eficiente em meio à abundância de fontes de informação disponíveis”.

A Economia da Atenção tem a ver com um recurso escasso que é cada vez mais disputado – o tempo das pessoas. O tempo não é um bem escalável. Ninguém consegue comprar horas para estender o dia. E a nossa atenção, que também é finita, é bombardeada minuto a minuto por toda sorte de notificações e mensagens.

Não estou falando apenas de campanhas publicitárias e anúncios, mas estou falando também no volume de e-mails que recebemos, nos posts e notificações enviados pelas plataformas sociais que frequentamos. Cada mensagem dessa é uma tentativa de nos impactar, de nos estimular a uma ação.

Por isso, numa época onde existe a economia da atenção, temos que pensar em conteúdos e interfaces diferenciadas para atingir o interlocutor. Mas, acima de tudo, precisamos entender o funcionamento da compressão das mensagens pelos receptores.

De que adianta utilizar uma interface digital de última geração, se para o receptor a informação tiver uma capacidade de atenção baixa?

Se o seu conteúdo não for relevante, já nos primeiros segundos de contato com ele, as pessoas vão lhe abandonar – não importa quão poderoso seja a sua marca ou o seu canal.

Fazer com que alguém lhe dê cinco minutos de atenção hoje em dia é um desafio enorme. Fazer com que alguém lhe siga todos os dias é muito difícil. Fazer com que alguém curta, compartilhe, comente e compre a partir das conversas que você propõe, é uma façanha. Como chegar lá então?

Esse é o grande desafio para quem trabalha com as marcas ou empresas no marketing digital. Seja texto, vídeos, fotos, qualquer tipo de conteúdo necessariamente precisa ajudar as pessoas a fazer escolhas no menor tempo possível e com a máxima adequação possível. Não adianta você postar em todas as redes sociais se a sua mensagem não for eficiente – e a eficiência começa já na concepção das mensagens, ou melhor, antes disso, no planejamento da introdução da sua marca no ambiente digital.

Além disso, depois que você conseguiu atrair o seu consumidor até você, o que o conquistará mesmo é a experiência de compra, pois isso ficará na lembrança da pessoa.

Bom isso dá assunto para outro texto, mas o que quero deixar registrado aqui é que a forma de se relacionar com as pessoas pode e deve ser o grande diferencial para geração de novas ideias e experiências, acesso a novos mercados, criação de novos produtos e serviços, etc.

A experiência com o seu público-alvo construindo canais de proximidade é essência hoje em dia para qualquer negócio.

Márcia Cunha

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